sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fruta da semana: Noni

 
Dentre suas inúmeras vantagens, o noni estimula a produção do óxido nítrico, um gás que no nosso corpo cumpre inúmeras funções: dilata os vasos sanguíneos, contribuindo para normalizar a pressão arterial e a melhorar a circulação e a oxigenação, prevenindo a impotência e melhorando a memória; combate os radicais livres; evita a coagulação prematura do sangue, causadoras dos infartes cardíacos e cerebrais; estimula o sistema imunológico contra as bactérias, os vírus, as células cancerígenas; mantém os níveis de insulina no sangue, prevenindo os diabetes. Também estimula a glândula do crescimento.

Dentre os compostos antraquinonas que o noni contém, destaca-se a alizarina, que são agentes antibacterianos. Comprovou-se que combatem certas bactérias infecciosas: Pseudomonas aeruginosa (infecções cutâneas), Proteus morgnii, Staphylococus aureus (produtor de infecções no coração), Bacillis subtilis e Escherichia coli (infecções digestivas). Provas adicionais demonstraram que esta atividade antibacteriana controla os patógenos: Salmonela e Shigela (responsável da disenteria). Os elementos antibacterionos se relacionam com infecções na pele, resfriados, febres e outros problemas de saúde causados por bactérias. Além disso são substâncias que ajudam na digestão.
 
Outros compostos bioquímicos importantes presentes no noni são:
  • O ácido ascórbico que o noni contém é uma fonte de vitamina C.
  • Os ácidos linoléicos (este é essencial), capróico e caprílico são ácidos gordurosos que regulam a absorção intestinal As glucopiranosas regulam os níveis de açúcar
  • A acubina e o asperulósido (dois glicósidos) são antibióticos poderosos naturais
  • A morindona e a morindina foram utilizadas como corantes naturais e possuem propriedades antibacterianas
  • Os bioflavonoides são antioxidantes. Impedem a formação de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento prematuro e degeneração das célula.
Mais ATENÇÃO!!! Apenas consuma a fruta sob orientação, pois seu potencial tóxico ainda está em estudo.
Equipe Papo Nutricional.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Voce é o que come na embalagem que consome!

Uma pesquisa da Universidade de Michigan, publicada no jornal científico Environmental Health Perspectives, revela que adultos com altos níveis de ftalatos e bisfenol A (BPA) na urina tendem a apresentar alteração no nível de hormônios da tiróide na corrente sanguínea. Esse é o primeiro estudo desse tipo feito em grande escala com humanos. Os resultados são coerentes com outras pesquisas que associaram o bisfenol e os ftalatos a problemas sérios de saúde como a redução da quantidade do esperma, atrofia testicular, câncer de fígado, de mama e de próstata, obesidade, diabetes e infertilidade.

Os pesquisadores da Universidade de Michigan compararam amostras de sangue e de urina de 1.346 adultos e 329 adolescentes. Os resultados indicam maiores concentrações de ftalatos e BPA em pessoas com menor nível de hormônios da tiróide. De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e do Fígado dos Estados Unidos, quando o nível de hormônios da tiróide cai muito, é possível desenvolver o hipotireoidismo, um distúrbio que afeta 5% dos americanos.

“Os indivíduos com maior concentração de bisfenol e ftalato no sangue chegam a ter 10% a menos de hormônios na tiróide”, explica John Meeker, autor principal do estudo. “E se você pensar que uma população inteira está exposta a esses químicos, com certeza teremos a ocorrência de mais pessoas com problemas na tiróide”, adianta.

Considerando as inúmeras pesquisas que relacionam ftalatos e o bisfenol a doenças graves, especialistas em saúde pública estão recomendando que todos, mas principalmente mulheres grávidas e crianças, evitem embalagens de alimentos ou bebidas feitas de plástico ou latas de alumínio.

Se você quiser saber mais sobre o Bisfenol-A, acesse nossa matéria do dia 25/07.

Fonte: Adaptado de http://www.otaodoconsumo.com.br

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Você conhece o Bisfenol-A?

O Bisfenol foi sintetizado pela primeira vez em 1891. Foi pouco utilizado até a década de 30, quando cientistas descobriram que o BPA poderia ser empregado como um estrogênio artificial (Dodds 1938). Mais tarde outro novo composto sintético foi considerado mais efetivo, DES – dietilestilbestrol , no entanto sua utilização foi proibida pelo fato do DES ser associado ao câncer no sistema reprodutivo de recém-nascidas do sexo feminino cujas mães consumiram DES durante a gestação. Esse fato deveria ter servido de alerta para a possibilidade do Bisfenol também apresentar propriedades tóxicas, o que depois foi confirmado.

Em 1950 um outro emprego foi descoberto para o Bisfenol. Na produção de plástico sua adição torna o material mais maleável e menos propenso a rachaduras. Entre 1980 e 2000, a produção de Bisfenol nos Estados Unidos cresceu 500%. Hoje é um componente onipresente em plásticos produzidos a partir de policarbonato transparente e é um negócio altamente lucrativo. Em 2010, a utilização do Bisfenol está sendo seriamente questionada em vários países após estudos o relacionarem a uma série de problemas de saúde.

A maior parte das pesquisas com bisfenol-A menciona sua relação  com o câncer de próstata e de mama. O químico está associado à disfunções sexuais como a diminuição da qualidade e quantidade de esperma em homens adultos, puberdade precoce e tardia em adolescentes. Transferido da mãe ao feto pela placenta, estudos já associaram a exposição ao BPA à certas mudanças epigenéticas em fetos e bebês comprometendo a reprodução. Devido ao metabolismo frágil, bebês estão muito mais vulneráveis aos tóxicos. Apesar do efeito concentrado em fetos e bebês, as doenças se revelam na puberdade ou na fase adulta.

Mais você deve estar se perguntando o que é esse tal de Bisfenol-A? Então vamos lá...
 
O bisfenol-A (BPA), cuja formula é (CH3)2C(C6H4OH)2, é um composto utilizado na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente. É o monômero mais comum entre os policarbonatos empregados em embalagens de alimentos. O BPA é também um dos componentes da resina epóxi (plástico termofixo que endurece quando misturado a um agente catalisador ou “endurecedor”), presente por exemplo no revestimento interno de latas para evitar a ferrugem.

E onde ele é encontrado?
  • Em grande parte das mamadeiras de plástico;
  • Em embalagens plásticas para acondicionar alimentos na geladeira, copos infantis, materiais médicos e dentários;
  • Nos enlatados, como revestimento interno;
  • Em garrafas reutilizáveis de água (squeeze), garrafões de 5L;
  • Luminárias externas;
  • Componentes de eletrodomésticos;
  • Componentes de artefatos elétricos e eletrônicos;
  • CDs;
  • Componentes automotivos;
  • Garrafas Reutilizáveis;
  • Recipientes para alimentos e bebidas;
  • Óculos escuros;
  • Prateleiras de geladeiras;
  • Utensílios alimentares;
  • Entre muitos outros produtos.
Qual a polêmica do BISFENOL A?

A polêmica envolve a metodologia de alguns estudos já publicados e a definição da quantidade segura para o consumo. Cientistas, fabricantes e órgãos reguladores concordam em quatro pontos:
  • Pessoas do mundo civilizado estão em constante exposição ao BPA.
  • Bebês são os mais vulneráveis à exposição, vinda principalmente das mamadeiras de policarbonato.
  • O BPA age como estrogênio.
  • Alguns estrogênios sintéticos causam câncer e infertilidade.
Por muito tempo cientistas acreditaram que a solução para o uso de certas substâncias tóxicas era a definição de uma dose segura. Essa filosofia é bem descrita pela frase: a dose é o veneno (the dose is the poison – Paracelsus). O problema é que os químicos classificados como interferentes endócrinos, como por exemplo o BPA, ftalatos e dioxinas não se encaixam nessa definição. Vários estudos comprovaram que mesmo em doses abaixo da recomendada por órgãos reguladores eles causam algum dano à saúde.

O FDA montou um painel de discussão sobre o assunto. De mais de 100 estudos independentes, 90% comprovaram os efeitos negativos do bisfenol-A. Dos 14 estudos patrocinados por empresas químicas, nenhum atestou os efeitos prejudiciais da substância. Vale ressaltar que só nos Estados Unidos a venda do BPA gera cerca de US$ 6 bilhões ao ano. Não é a toa que as empresas produtoras investem nessa batalha.

Estados Unidos e Europa possuem abordagens diferentes em relação a químicos. Nos Estados Unidos para que a substância seja proibida é necessário que seja provado que oferece algum risco. Ou seja, é inocente até prova em contrário. Já na Europa, o princípio utilizado é o de precaução, onde é possível proibir o uso de substâncias se existir a suspeita de que são prejudiciais a saúde. Cabe à industria a prova de que são seguras. Essa foi a abordagem utilizada tanto pela Dinamarca como pela França para a proibição do químico. É importante salientar que ambos os países procuraram basear suas decisões em pesquisas científicas.


O FDA está dando os primeiros passos para reduzir a exposição ao BPA em produtos alimentares. Esse passos incluem:
  • Apoiar ações de indústrias para interromper a produção de mamadeiras e copos infantis,   para o  mercado americano, que possuam BPA em sua composição;
  • Incentivar o desenvolvimento de alternativas ao BPA para a parte interna de latas de leite   destinadas a bebês;
  • Apoiar tentativas de substituição ou diminuição dos níveis de BPA em outros tipos de latas.
  • Apoiar uma mudança mais severa na regulamentação do BPA;
  • Buscar a participação da população e também opiniões externas nas pesquisas sobre o BPA;
  • Apoiar as recomendações do Department of Health and Human Services no que diz respeito à alimentação de bebês e a preparação de comida para a redução da exposição ao BPA.
  • O FDA não está recomendando que famílias deixem de usar leite ou alimentos para bebês pois os benefícios de uma nutrição balanceada ultrapassam o risco potencial da exposição ao BPA.
A diretiva da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) é normalizada junto ao Mercosul, foi revista em março de 2008 (Resolução Anvisa nº 17, de 17 de março de 2008) e baseia-se em lei da Comunidade Européia de 2004 (Comission Directive 2004/19/EC).

Para o bisfenol-A, o limite de migração específico (LME) permitido das embalagens para os alimentos e bebidas é de 0,6 mg/kg de material plástico. Em junho de 2011, a Câmara Municipal de Piracicaba, importante cidade localizada no interior de São Paulo a 160 quilômetros da capital, aprovou a lei que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o químico bisfenol-A. A lei aguarda apenas a sanção do prefeito.

Fonte: Adaptado de http://www.otaodoconsumo.com.br

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