sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Consenso Brasileiro de Náuseas e Vômitos

Foi elaborado pela Associação Brasileira de Cuidados Paliativos o Consenso Brasileiro de Náuseas e Vômitos, com o objetivo de identificar fatores etiológicos, fisiopatologia envolvida, tratamento e a prevenção da náusea e vômito em pacientes sob cuidados paliativos, principalmente no tratamento do câncer. As náuseas e vômitos estão entre os sintomas mais comuns e os que mais afetam o estado nutricional e a qualidade de vida de pessoas que necessitam de cuidados paliativos.

O uso de instrumentos padronizados como ferramentas que sistematizem a avaliação de náuseas e vômitos, se bem desenvolvidos e validados, podem facilitar a autoavaliação, além de possibilitar a uniformização nos registros e tratamento destes. É de grande valia uma escala capaz de avaliar o início e a intensidade dos sintomas, porém poucos hospitais a utilizam.

Hoje existem os seguintes instrumentos de avaliação de náuseas e vômitos:
No Brasil, um dos instrumentos mais utilizados é The Edmonton Symptom Assessment System (ESAS), mesmo ainda não estando validada para o português falado no Brasil.

A gravidade das náuseas e vômitos tem sua classificação, confiram na tabela a seguir:


Em se tratando da nutrição, medidas dietéticas devem ser adequadas às necessidades do indivíduo, suas preferências e seus hábitos alimentares. Algumas medidas simples podem auxiliar no controle das náuseas e vômitos, como o fracionamento da dieta em pequenas refeições em intervalos menores, a realização das refeições em ambiente tranquilo e arejado, manutenção de horários estabelecidos para as refeições, a oferta de pequenas quantidades de carboidratos e a oferta de alimentos que sejam da preferência do paciente. Além disso, é importante: evitar que o paciente deite-se logo após as refeições, mantendo sua cabeça elevada por até uma a duas horas após a ingestão de alimentos.

Fonte: http://www.nutritotal.com.br
          Consenso Brasileiro de Náuseas e Vômitos, Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Você já ouviu falar de obesidade sarcopênica?

 Primeiramente, sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva e generalizada da força e massa muscular, que ocorre em consequência do envelhecimento. Os mecanismos envolvidos no aparecimento e progressão da sarcopenia são multifatoriais, incluindo alteração na síntese de proteínas, proteólise, perda da integridade neuromuscular, aumento da inflamação, níveis hormonais alterados, desnutrição e alteração no sistema renina-angiotensina. A perda muscular é quantitativa e qualitativa, com implicações na composição da fibra muscular, inervação, contratilidade, características de fadiga, densidade capilar e metabolismo da glicose.

Embora a sarcopenia seja observada principalmente em idosos, também pode se desenvolver em adultos jovens, em casos de demência e osteoporose. Os principais fatores de risco para a sarcopenia incluem sexo feminino, sedentarismo, tabagismo, atrofia por desuso, saúde fragilizada e fatores genéticos.

Dentre as alterações ocorridas com a idade, o aumento da gordura corporal está relacionado com pior qualidade de vida, limitação funcional e menor desempenho físico, quando comparado com a diminuição da massa muscular isolada ocorrida na sarcopenia.

A  obesidade sarcopênica está associada com mudanças na composição corporal ocorrida no envelhecimento, incluindo aumento da gordura corporal e redução da força e massa muscular. Diversos estudos mostram que a obesidade sarcopênica representa uma condição negativa para a saúde do idoso, devido ao aumento do risco de quedas e fraturas, diminuição da capacidade de realizar atividades da vida diária, perda de independência, além de estar associada com aumento da mortalidade.

Fonte: http://www.nutritotal.com.br

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Você já ouviu falar na Liraglutida?

A liraglutida, lançada em 2009 na Europa, tem sido prescrita por endocrinologistas nos últimos meses no Brasil para pessoas que querem perder peso, mas não são necessariamente portadores de diabetes tipo 2.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) afirma que o medicamento não é indicado para emagrecimento e que seu uso para "qualquer outra finalidade que não seja como antidiabético caracteriza elevado risco" para a saúde. Pois não existem estudos que "comprovem qualquer grau de eficácia" para "redução de peso e tratamento de obesidade". Além disso, os efeitos colaterais do medicamento injetável ainda não são completamente conhecidos.

Alguns dos possíveis efeitos adversos desencadeados pelo uso do são hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia.

O medicamento trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2. Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.

A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como "adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado".

Resta, portanto, aos médicos cautela ao prescrever o uso do medicamento, a fim de evitar possíveis danos a saúde dos seus pacientes. E aos demais profissionais da saúde cabe-lhes o dever de divulgar e conscientizar a população sobre o uso indiscriminado do medicamento e sua possível repercussão negativa sobre o estado de saúde.

Por Suamy Sales
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br

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