Foi elaborado pela Associação Brasileira de Cuidados Paliativos o Consenso Brasileiro de Náuseas e Vômitos, com o objetivo de identificar fatores etiológicos, fisiopatologia envolvida, tratamento e a prevenção da náusea e vômito em pacientes sob cuidados paliativos, principalmente no tratamento do câncer. As náuseas e vômitos estão entre os sintomas mais comuns e os que mais afetam o estado nutricional e a qualidade de vida de pessoas que necessitam de cuidados paliativos.
O uso de instrumentos padronizados como ferramentas que sistematizem a avaliação de náuseas e vômitos, se bem desenvolvidos e validados, podem facilitar a autoavaliação, além de possibilitar a uniformização nos registros e tratamento destes. É de grande valia uma escala capaz de avaliar o início e a intensidade dos sintomas, porém poucos hospitais a utilizam.
Hoje existem os seguintes instrumentos de avaliação de náuseas e vômitos:
No Brasil, um dos instrumentos mais utilizados é The Edmonton Symptom Assessment System (ESAS), mesmo ainda não estando validada para o português falado no Brasil.
A gravidade das náuseas e vômitos tem sua classificação, confiram na tabela a seguir:
Em se tratando da nutrição, medidas dietéticas devem ser adequadas às necessidades do indivíduo, suas preferências e seus hábitos alimentares. Algumas medidas simples podem auxiliar no controle das náuseas e vômitos, como o fracionamento da dieta em pequenas refeições em intervalos menores, a realização das refeições em ambiente tranquilo e arejado, manutenção de horários estabelecidos para as refeições, a oferta de pequenas quantidades de carboidratos e a oferta de alimentos que sejam da preferência do paciente. Além disso, é importante: evitar que o paciente deite-se logo após as refeições, mantendo sua cabeça elevada por até uma a duas horas após a ingestão de alimentos.
Fonte: http://www.nutritotal.com.br
Consenso Brasileiro de Náuseas e Vômitos, Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011









